
(Source: s-e-v-e-r-e-d, via ninamarc)

(Source: s-e-v-e-r-e-d, via ninamarc)
O silêncio de quem tanto já disse por aqui, tem entre tantos motivos, um estopim perturbador que ‘engasga’ o escritor . O ‘eu-lírico’ do caso não suporta mais termos desse mesmo tipo. Desse mesmo tipo? Confuso? O negócio é o seguinte, ‘Eu-lírico’ é o caralho, chega.
O texto é um dos poucos que além de uma crítica geral será também uma auto crítica.
Eu que tantas vezes por meio deste Tumblr, que faço de blog, publiquei textos com frases rebuscadas e palavras difíceis cansei desses termos complexos. O motivo é simples, as pessoas que estão dispondo de fácil acesso a redes sociais, banalizaram a liberdade de expressão e por esse motivo acabaram se tornando verdadeiros filósofos da modernidade. Nada contra filósofos, mas entendam ‘filósofos’ por pessoas insuportáveis. Já vivi meus dias de Caio Fernando Abreu e Aristóteles. Já deixei claro que não é uma crítica só aos outros mas também a mim.
Farei aqui um apelo.
Como postado já anteriormente pense a respeito dessa imagem - http://24.media.tumblr.com/tumblr_lltwnzBQE81qzhq5jo1_500.jpg
Usufruir de palavras bonitas ou frases complexas sem muitos exageros não fará nenhum mal, quando usadas de vez em quando. Não há problemas em filosofar as vezes, cada um tem seus momentos tristes ou não, filosóficos ou não.
Iremos pois então aos fatos que tenho certeza que não irritam só a mim. Você faz uma pergunta ao cidadão sobre um jogo de futebol e ele te responde dizendo que os jogos são todos comprados e que há toda uma hipocrisia por trás de quem assiste as partidas e não quer enxergar que aquilo tudo é uma farsa. Você indaga o mesmo sujeito sobre o que ele pensa sobre qualquer coisa e ele criará toda uma teoria por traz de palavras bonitas escondendo ou simplesmente mascarando algo muito simples. Não dá, isso enche a paciência.
Simplicidade, humildade, clareza e firmeza com uma pitada de humor segue sendo, por hora, a melhor receita… Certo?
Por traz do olhar de soberba de um qualquer, encontra-se todo tipo de vingança.
’ O meu amor eu guardo para os mais especiais. Não sigo todas as regras da sociedade e às vezes ajo por impulso. Erro, admito. Aprendo, ensino. Todos erram um dia: por descuido, inocência ou maldade. ‘ Shakespeare.
Entre tantas buscas pelo certo ou pelo que se é certo, busque a felicidade. A crítica fará bem quando necessária, mas com o tempo ela mesma ficará chata. Chata como esses textos que por aqui saem ( percebeu a crítica indireta? ).
Entre o chato que só reclama e o extremamente feliz que enjoa, busque um equilíbrio. Seja bobo. A felicidade sempre estará presente, e nos momentos de tristeza o bobo tentará transparecer que nada houve. Ou simplesmente fará daquilo uma besteira não levada adiante.
E o melhor? O bobo não precisará vestir máscara nenhuma pra viver, já que sua vida será uma eterna fantasia.
Como nunca havia parado pra pensar que o mestre de todos os mestres havia utilizado em grande parte do seu trabalho, a máscara, a maquiagem, o bigode, o personagem para transmitir mensagens com seu perfeito e intocável talento?
Chaplin foi realmente um gênio. De todos, o que mais me inspira, e o que mas faz ter certeza de que a luta pelo que queremos transmitir é eterna, e não será compreendida por gerações que seguirão. Faz pensar que tudo aquilo que precisamos é de um pouco de realidade com uma pitada de alegria. Realidade, dureza, problemas pessoais, problemas sociais, tudo teria uma crítica alegre, e assim fazia. Magnífico, fantástico. Levarei sempre comigo um pouco do transmissor da realidade alegre.

Existirá sentimento mais falso do que arrependimento imediato?
O desafio se encontra na tentativa de manter um sorriso no rosto. Desfrute de uma máscara, ela não mudará nada internamente, mas poupará perguntas inconvenientes. Inconveniente mesmo é o sentimento que lhe obriga usar tal máscara. Não importa, com o tempo de tanto usar a máscara e toda aquela falsidade ser transparecida acaba se acostumando com aquele falso sentimento de que está tudo certo e portanto, o falso logo se tornará tão presente que logo incorporará.
Há relatos da história de um jovem que saiu de casa com a certeza da angústia e da tristeza e trouxe de volta alegria e felicidade para seu lar.
Dizem as más línguas que havia se entristecido por algumas coisas que o mesmo as classifica como pequenas. Considera pequenas agora que já sucederam-se. Na hora seria diferente, não?
Nenhum mal que processa angústia e tristeza no coração de alguém será considerado, aqui, ‘coisa pequena’. Coisas pequenas processam no máximo coisas passageiras.
Abriu seu armário e apanhou a mais bonita de todas as máscaras presentes em seu armário. Vestiu-se. Encorajou-se. Saiu do claustro. Preferiu ir procurar na imensidão da rua um motivo para tentar afastar da mente o que doía no coração. O mais perto que chegou foi da angústia. Aquelas pessoas discutindo futilidades sobre a mesa do almoço só angustiava mais ainda aquela pessoa. Ao seu lado estava uma luz. Luz escura, meio fraca que quase apagou ao final do dia. Questionado se estaria tudo bem, muitas vezes pela própria luz, dizia que sim, afinal de contas o que poderia estar errado se a máscara estava lá, sendo bem aproveitada. Tudo. Cansado de não achar respostas na rua, voltou aos rumos de casa.
Quando pisou em casa, uma vibração fez-se presente nas suas mãos. Outra luz no aparelho celular o motivava a fugir de casa buscando animação extra. Saiu de casa, sem esperanças, e dessa vez também, sem máscara.
A luz em seu celular conseguiu, junto ao jovem, promover um encontro com outras duas luzes. Duas Luzes que ao se unirem com a primeira, conseguiram em uma espécie de fusão de poderes, cutucar a ferida, e por dentro da mesma ferida alcançar a dor. Remediaram então e foram aos poucos costurando aquela ferida que cicatrizará futuramente no coração do rapaz.
O rapaz, sem a máscara, encontrou nas luzes aquilo que nunca havia precisado antes, apoio. Apoiado nos pilares das luzes reuniu forças pra voltar pra vida e transformar aquilo tudo, em algo pequeno. Tão pequeno que o fez lembrar de duas coisas que sempre tiveram presentes em sua vida e estavam esquecidas nos bolsos de sua calça. A alegria e a felicidade. As mesmas que estampam, por hora, a faixada de sua casa.